Pera aí – Pistas de Oração Verbum Dei, 23.07.01.
Boa oração!
O Todo-poderoso fez em mim maravilhas.
ORAÇÃO INICIAL
Bom dia Jesus! Nesta altura em que se avizinham as férias, em que concluímos projetos, em que se renovam alguns ciclos da nossa vida, queremos pedir a Tua presença, seja qual for a nossa morada.
PALAVRA DE DEUS
Hoje rezamos com o Salmo de Lucas 1, 46-49:
Maria disse, então:
«A minha alma glorifica o Senhor
e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador.
Porque pôs os olhos na humildade da sua serva.
De hoje em diante, me chamarão bem-aventurada todas as gerações.
O Todo-poderoso fez em mim maravilhas.
Santo é o seu nome.»
PISTAS DE ORAÇÃO
Nos últimos tempos, tenho sentido uma maior proximidade de Nossa Senhora, pelo que hoje, vendo que o salmo se tratava do Magnificat, quis debruçar-me sobre ele.
Maria, para mim, é uma ponte fundamental com Deus. Às vezes tenho mais dúvidas na minha oração, às vezes a voz Dele é pouco identificável na minha vida, mas é nessas alturas em que olho para Maria, para aquela imagem que me traz tanto conforto, e Lhe peço que fale a Jesus de mim.
Para além de ser ponte, Maria é exemplo de uma vida verdadeiramente marcada pelo encontro com Deus. “A minha alma glorifica o Senhor e o meu espírito se alegra em Deus”. É costume dizer-se que não devemos tentar evangelizar apenas com palavras, mas que façamos com que aqueles com quem nos cruzamos possam identificar Jesus na nossa maneira de ser e de agir. Como diz a música: “O que mostro não sou eu, este sorriso é Teu”. Maria tinha este sorriso gravado no seu rosto, um sorriso que vem de viver uma vida agradecida e, sobretudo, alegre. Se sou cristão, pratico esta alegria no meu dia-a-dia? Ou deixo que as situações da minha vida me retirem o sorriso com que volto de um retiro ou com que acabo um bom momento de oração?
Com humildade, Maria é também capaz de reconhecer que, ao longo da sua vida, Deus tem posto os Seus olhos na vida dela. Quando penso na minha própria vida, vejo que ainda tenho muita dificuldade em acreditar nisto. Penso que sou demasiado insignificante no meio de tanta gente e, noutras vezes, chego a pensar mesmo que Ele me abandonou. Por isso é que o Magnificat é também um excelente exercício de gratidão, de reconhecer que a nossa vida tem sido presenteada com maravilhas. A história de cada um é marcada por pequenas maravilhas e o percurso de fé também. No entanto, eu gosto de pensar que as maravilhas de Deus não são iguais às nossas. Nós maravilhamo-nos com pouco. Acredito que as maravilhas de Deus são aquelas que não vemos logo à partida como coisas boas, mas que nos são apresentadas como desafios. E que, superados ou em processo, podem ser excelentes oportunidades de auto redescoberta e crescimento.
ORAÇÃO FINAL
Obrigado, Pai, pelo Teu jeito de fazer maravilhas em nós, em mim. Ajuda-nos, ajuda-me, a relembrar, na oração, esses momentos de graça que nos ofereces e que, de certa forma, vão fazendo de nós a maravilha que somos.