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Pistas – 17 de março de 2023

Pera aí – Pistas de Oração Verbum Dei, 23.03.17.
Boa oração!

Não nos salvamos pelas nossas forças

ORAÇÃO INICIAL
Bom dia Pai do Céu, bom dia Jesus, bom dia Espírito de Amor, bom dia Mãe do Céu. Senhor, que eu possa deixar que sejas Deus na minha vida.

PALAVRA DE DEUS
Escutamos um excerto da primeira leitura de hoje, de Oseias 14, 2-10:
«Não é a Assíria que nos pode salvar; não montaremos mais a cavalo, nem chamaremos
“Nosso Deus” à obra das nossas mãos, porque só em Vós o órfão encontra piedade» (Os
14,4).

PISTAS DE ORAÇÃO
Já estamos no coração deste tempo quaresmal, mais perto da Semana Santa do que da Quarta-feira de Cinzas. A nossa preparação para a Páscoa está marcada pelos preceitos, mínimos, que a Igreja nos indica, como a abstinência nas sextas-feiras de Quaresma, ou o jejum da Quarta-feira de Cinzas e da Sexta-feira Santa, mas sobretudo pelas pistas que o Espírito Santo dá a cada um de nós para crescer no amor. A leitura de hoje, do profeta Oseias, mostra bem esta necessidade de recorrer ao Seu Espírito para saber como temos que crescer e como viver o amor de Deus mais autenticamente. No tempo do profeta, o povo estava tentado a fazer acordos com as nações vizinhas que muitas vezes ofereciam proteção com tal de que houvesse alguma concessão nas práticas religiosas ou nos costumes tradicionais de Israel. É assim que a «Assíria» se torna, na escritura, um símbolo da confiança nos poderes humanos sem ligação a Deus: «Não é a Assíria que nos pode salvar; não montaremos mais a cavalo, nem chamaremos “Nosso Deus” à obra das nossas mãos, porque só em Vós o órfão encontra piedade» (Os 14,4).
É grande a tentação de pensar que pelas nossas forças podemos amar como o Senhor nos indica no Evangelho. Hoje temos as poderosas ajudas da psicologia e das ferramentas do coaching para o crescimento pessoal, mas precisamos de ser conscientes de que todos esses meios precisam da graça de Deus para nos guiarem até ao amor de Cruz e Ressurreição que o
Senhor nos quer dar. A delicadeza espiritual levar-nos-á, por exemplo, a reconhecer que diante de uma ferida da minha infância, preciso de pedir ao Senhor a graça da reconciliação e do perdão… Identificar a ferida é fundamental, mas não a posso curar «por obra das minhas mãos». Só em Ti, Senhor, encontramos a ternura e a aceitação profunda da nossa vida.
Com a Assíria, e com outras nações, o povo experimentou o que significava chegar ao limite das suas forças e possibilidades. Nós também experimentamos, frequentemente, este «ponto limite». A questão está em saber, existencialmente, o que fazer nessa situação. É o momento de abrir as mãos a Deus e de confiar que o «trabalho das minhas mãos» só tem sentido se eu deixar que Deus me fortaleça, me inspire e me guie no uso das minhas forças. Só Nele encontro força para amar autenticamente, só Nele encontro descanso no meu trabalho.

ORACÃO FINAL
Senhor, o meu coração anda inquieto enquanto não descansar em Ti