Francisco pede continuidade deste «estilo» de ser cristão após o Jubileu
A intervenção centrou-se nas obras de misericórdia que convidam a “rezar pelos vivos e pelos mortos” e a sepultar os defuntos.
Francisco elogiou, neste contexto, todos os que arriscam a vida para enterrar quem morre nas zonas de guerra, “com bombardeamentos que semeiam medo e vítimas inocentes, dia e noite”.
“Esta obra é tristemente atual”, acrescentou.
O Papa sublinhou que, para os cristãos, a sepultura é um “ato de piedade”, de “fé e esperança na ressurreição dos mortos”.
A intervenção abordou depois os “muitos modos” de rezar pelo próximo, como as mães e os pais que abençoam os filhos antes de sair de casa, a oração pelas pessoas doentes ou a “intercessão silenciosa”, às vezes com lágrimas.
Francisco contou um episódio ocorrido no dia anterior, de um jovem empresário que participou na Missa matinal na capela da Casa Santa Marta.
Após a celebração, chorando, o empresário disse ao Papa que deveria fechar a fábrica devido à crise, mas caso isso acontecesse, 50 famílias ficariam sem trabalho.
“Eis um bom cristão”, disse o pontífice, elogiando a decisão de não declarar falência e ficar com o dinheiro.
Concluindo as catequeses sobre a misericórdia, Francisco pediu um esforço a rezar uns aos outros para que as obras de misericórdia corporais e espirituais se tornem cada vez mais o “estilo” da vida da Igreja.
Após a catequese semanal, o Papa saudou os membros da Federação dos Institutos de Atividades Educativas, na Itália.
“Convido-vos a continuar no caminho de apoio às escolas católicas, para que seja sempre salvaguardada a liberdade de escolha educativa dos pais para os seus filhos”, apelou.
OC